








Pintei uma foto de uma amiga (Nico), na fotografia achei bastante interessante. O efeito que tinha era como se uma parte de sua cabeça estivesse saindo de uma parede e ao mesmo tempo me lembrou uma cabeça que tem na obra do Picasso (Guernica). A info gravura ganhou um ar meio depressivo por conta das cores que adotei.
Esta outra foi uma fotografia que pintei da Say. Gosto da sutileza da pose que ela fez. Parece estar tímida ao mesmo tempo se mostrando meiga.


O silêncio é a ausência de som, mas pode designar muitos significados, tais como opressão, sentimentos interditos (não autorizados pelo próprio ser, no caso, reprimido), respostas óbvias e claras, consentimento/arrependimento. O silenciamento não só se destaca na comunicação humana, mas como também está em evidência na música, em termos de música clássica, temos belos exemplos de seguimentos e passagens nas partituras dando ênfase ao silêncio, assim para designar algum sentimento que o autor da música tenha passado na hora em que esteve compondo tal melodia.
O silêncio como passividade seria uma anti-ação, propositalmente ou não, gera uma mistificação na comunicação, visibilizando uma comunicação muda com compreensão.
O discurso está para quebrar o segredo que a natureza esconde, descriptografa todo o manto que se mante translúcido e quebra o silêncio que esconde toda a verdade.
A ausência de um discurso numa pessoa sobre si mesma, aparece como um rosto desfigurado. Existe um grande peso nas palavras que indicam uma prova cabal realística de quem aquela pessoa é realmente, é como se a “máscara” estivesse caindo para um sujeito depois de discursar sobre si ou sobre a vida como ela enxerga.
No momento, as TVs ou rádios nos metralham com um contingente de palavras, na maioria, fadadas ao esquecimento. Palavras demasiadas, palavras aturdidamente embaraçadas começarão a se tornar em ruído, e assim, se tornarão insignificantes para um target. O uso do silêncio no momento do “tiroteio publicitário” é uma essência necessária para uma suscetível fisgada de orelha do target.
Na modernidade, o silêncio é temido, é a angústia torturante do ser moderno de se encontrar sozinho, sem barulho algum. Este lance do indivíduo não conseguir viver sem algum ruído televisivo, vem-se por meio de uma enfermidade neurótica, assim não deixando o individuo em paz no silêncio, como se fosse uma “dependência auditiva”.
A cultura nacirsista se deleita com fofocas, se alimenta e se fortalece com conversas sobre a vida alheia, assim, criando um possível vício. Este tipo de vício é bastante explorado em programações de TV, para as pessoas narcisistas que querem muito saber da vida alheia, ou se comparar, e assim, esquecendo de sua própria existência.
Na psicanálise, o silêncio muito diz a respeito de um comportamento de um individuo. Algo que é silenciado é lembrado. A memória que reside impregnada, chegando a atormentar a mente de um ser é justamente por não conversar e exteriorizar seus sentimentos, assim gerando uma introspecção viciosa causando alterações de comportamento e humor.
Nas artes, o cenário das esculturas egípcias muito diz sobre silêncio, todas elas, em formas humanas, todas rígidas de punhos fechados não esboçam nenhum sentimento, oque é diferente das esculturas gregas, que estão esboçando emotividade, sutileza ou movimento.